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Extensão em Implantodontia na UNIUV recebe conceito da Implantodontia 4.0

Prof. Msc. Ricardo Toscano | Diretor Científico da DSP Biomedical e Prof. Msc. Ricardo Denardi | Consultor Científico da DSP Biomedical

 

A reabilitação oral  com uso de implantes possibilita a reposição de dentes perdidos ou comprometidos seja ela unitária, parcial ou total (1,2). O processo de osseointegração consiste na inserção de um dispositivo medico odontológico através de procedimentos cirúrgicos na maxila ou mandíbula para suporte funcional e reabilitação protética.  Per- Ingvar Branemark elaborou diretrizes para alcance previsível do sucesso na implantodontia: material do implante, baixo trauma cirúrgico, estabilidade primaria do implante, tempo cirúrgico ( cirurgia em dois estágios) e carregamento protético.

As altas taxas de sucesso podem ser comprometidos em decorrência de causas biológicas e mecânicas.  Com relação a causa mecânica os implantes podem apresentar falhas por fadiga devido a carregamentos cíclicos do processo mastigatório. A fratura do implante pode ocorrer por impacto ou por cargas de intensidades variadas que atuam durante longos períodos induzidas pela aplicação de cargas lentas por ação, compreensão, flexão e torção (5, 6,7, 8, 9). Com relação a parte biológica as distorções de próteses sobre implantes geram concentração de tensão, sobre o complexo osso -implante-prótese que perduram até que ocorra falha no sistema. A técnica cirúrgica representa um meio para maximizar os resultados mecânicos e biológicos na implantodontia.

Os principais fatores técnicos a serem observados inerentes aos resultados de aplicação dos implantes são:

1- Técnica cirúrgica 

• Falta de estabilidade inicial por fatores relacionados a osteotomia exagerada para as dimensões do implante.

• Força excessiva para remover a fresa durante a preparação da alvéolo cirúrgico;

• Falta de destreza manual durante a perfuração ou na colocação do implante;

• Tecido ósseo de baixa qualidade;

• Injúria de células ósseas com subsequente necrose e preparação elíptica com subsequente formação de tecido mole encapsulando o implante.

 

Os principais fatores técnicos que maximizam os resultados são:

• Habilidade cirúrgica
• Pressão correta durante as perfurações
• Uso de fresas afiadas.
Esses fatores levam a um alvéolo preciso, aumentando a taxa de sucesso na osseointegração pela otimização do contato osso/ implante.

 

2. Aquecimento ósseo
Existe correlação entre aquecimento ósseo e falhas de implantes. Uma mínima elevação de temperatura durante as perfurações é fundamental na técnica atraumática. O controle da temperatura é essencial na osteointegração pois a necrose de células ósseas ocorre a uma temperatura de 47 graus (ou mais), por um minuto com irrigação copiosa (14,15,16)

 

3- Espaço reduzido entre implantes ou dente /implante
O Espaço biológico mínimo de três milímetros deve ser preservado entre implantes ou dente/implante. Mantendo-se essa distância a necrose que poderia acontecer devido ao reduzido aporte sanguíneo não ocorrerá. Em osso (tipo I) o espaço mínimo deve ser de cinco milímetros, para evitar sobre aquecimento e necrose celular, em osso medular ( tipo III e Iv) o espaço pode ser de três milímetros, pois não há riscos de sobre aquecimento (13,21).

 

4. Instalação de implante em sítio contaminado
Podem ocorrer falhas de implantes devido à instalação em sítio contaminado ou devido à migração, através dos espaços medulares, de infecção proveniente de dentes vizinhos. A contaminação também pode ocorrer devido à perfuração da fossa nasal ou de comunicação com seio maxilar contaminado (17,18 ). Antes da instalação do implante a remoção de fontes de infecção próximas devem ser removidas como restos radicares, corpos estranhos, lesões endodônticas, lesões residuais e infecção periodontal. Os dentes adjacentes ao sítio do implante devem ser ser avaliados observando a possível necessidade de tratamento periodontal, endodôntico, retardamento endodôntico, apicetomia ou exodontia.
5. Contaminação do implante antes da inserção
O implante pode ser contaminado através do contato do implante com instrumentos não de titânio, contato com bactérias da cavidade oral, ou ainda com o pó da luva que age como uma filtro sobre o implante.
6. Desenho improprio do retalho
O Desenho do retalho não permita a coartação dos bordos cirúrgicos ou caso haja tensão excessiva na sutura a cicatrização fica prejudicada, podendo haver exposição prematura do parafuso de cobertura. Isso aumenta o risco de infecção no sitio do implante, podendo causar mucosite e periimplantite que podem levar à perda do implante (13,21).

 

7. Carga Transmucosa
Os implantes podem sofrer carga mastigatória prematuramente através da mucosa, esta carga pode ser provocada por próteses provisórias ou pela ausência das mesmas. Então, deve-se confeccionar próteses provisórias aliviadas de forma a evitar a carga transmucosa durante o período de osteointegração.

Dentro do conceito de hipertextualidade o Prof. Msc Ricardo Denardi consultor cientifico da DSP Biomedical e o Prof. Msc Marcelo Turella coordenador do curso de Odontologia da UNIUV – União da Vitoria- Pr, trabalharam com os alunos do curso de extensão em Implantodontia desta entidade de ensino objetivando a continuidade e potencialização de técnicas cirúrgicas em implantodontia, transdisciplinares, e aplicações das mesmas de forma prática, dando ênfase a ruptura de uma visão reabilitadora uni disciplinar. (22, 23)

A visão pedagógica aplicada pelos professores está baseada na transmissão de soluções clínicas pragmáticas do implantodontista, com agilidade para resolver problemas, facilitar a comunicação com o paciente, acesso rápido à informações possibilitando melhor dinâmica interpessoais e promoção de sua carreira no mercado de trabalho. (24, 25,26)

A DSP Biomedical embarca em seus implantes, componentes e instrumentais: ciência, tecnologia e engenharia avançada. Esta base tripla revela a identidade da empresa com o movimento global chamado Quarta Revolução industrial, também conhecido como Industria 4.0. Dentro da visão fabril trabalha-se para que os produtos sejam produzidos utilizando recursos cyber físicos, maximizando sua funcionalidade e gerando possibilidades customizadas aos cirurgiões dentistas, enquanto o departamento cientifico múltipla conhecimento para que os profissionais da área de implantodontia (re) conheçam e identifiquem estes atributos nos dispositivos odontológicos e possam atuar de forma personalizada em sua clinica diária, inserindo o conceito Implantodontia 4.0 em sua vida profissional.

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Este contexto revela o ensino contemporâneo aplicado nesta instituição através da didática aberta, flexível e conectada que aconteceu no curso de extensão em Implantodontia na UNIUV- União da Vitoria Pr no curso coordenado pelos Prof. Msc Marcelo Turella e Profa. Angela Turella nos dias 9, 10 e 11 de Junho de 2017.

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Referências

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24- MCLUHAN, Marshall. Os meios de comunicação: como extensões do homem. Editora Cultrix, 1974.
25- LÉVY, Pierre; DA COSTA, Carlos Irineu. tecnologias da inteligência, As. Editora 34, 1993.
26- DIZARD JR, Wilson P. A Nova M’dia. Zahar, 1998.
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29- Anderson, C. Makers: The new industrial revolution. New York: Crown Business, 2012
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A importância da conexão pilar-implante na higidez do tecido peri-implantar

As conexões pilar-implante são de extrema importância nas reabilitações sobre implantes dentários uma vez que influenciam o comportamento mecânico de todo o sistema e a consequente resposta dos tecidos peri-implantares (Freitas AC et al., 2011).

 

As conexões externas adaptam-se a uma extensão do corpo do implante denominada plataforma do implante. Nas conexões internas a assentamento ocorre na porção interna do corpo do implante (Dittmer S et al., 2011). Essas conexões podem ser chamadas de intermediários, pilares protéticos, componente transmucoso e “abutment”.

 

As conexões internas, devido ao contato friccional com o implante dentário (sobreposição de cones) parecem apresentar melhor selamento biológico e melhor distribuição das forças frente as conexões externas (Silva Neto JP et al., 2011).

 

A utilização de pilares/intermediários nas reabilitações implanto-suportadas  amenizam as distorções originadas da confecção das estruturas protéticas. Além disso, com a utilização dos “abutments”, ocorrerá uma melhora na distribuição das forças geradas protegendo o interior do implante instalado e aumentando a resistência a fratura do mesmo (Moris ICM et al., 2012 ;  FACO EFS, 2013).

A DSP Biomedical disponibiliza ao mercado três implantes dentários com conexão interna: Implante Cone Morse Indexado (CMI), Hexágono Interno Morse (HIM) e Cone Morse Hexagonal (CMH) com conicidade de 11o30’, 22 o30’ e 40o, respectivamente.

 

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Dentro dessa filosofia ocorreu no dia 26 de maio de 2017 no Centro de Ensino Odontológico da Ilha (CEOI) um hand’s on protético no curso de especialização de prótese dentária.  Fazem parte do corpo docente do curso de especialização em prótese dentária da CEOI, localizado na cidade de Florianópolis/SC o Prof. Dr. Dante Del Vale Valcanaia; Prof. Dr. Túlio Del Conte Valcanaia, Prof. Esp. Marcos Antonio Souza, Prof. Msc. Adroaldo dos Santos Bochi e Prof. Msc. Diego Fiori Morozi.

O curso teórico-prático foi conduzido pelo consultor científico da DSP Biomedical Prof. Msc. Ricardo Denardi que teve por objetivo o manuseio e conhecimento de todos os componentes/intermediários da linha DSP Biomedical. Através do hand’s on protético foi possível a diferenciação entre as diferentes conexões pilar-implante bem como, a sequência clínica necessária para uma completa reabilitação implanto-suportada.

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Referências Bibliográficas

Dittmer S, Dittmer M, Kohorst P, Jendras M, Borchers L, Stiesch M. Effect of implant-abutment connection design on load bearing capacity and failure mode of implants. J Prosthodont. 2011; 20:510-516.
FACO, Eduardo Francisco de Souza. Avaliação da resistência à fratura e tensões em diferentes implantes e conexões protéticas: Análise in vitro e MEF-3D. 2013. 86 f. Tese (doutorado) – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Odontologia de Araçatuba, 2013.
Freitas AC, Bonfante EA, Rocha EP,Silva NR, Marotta L, Coelho PG. Effect of implant connection and restoration design (Screwed vs. Cemented) in reability and failure modes of anterior crowns. Eur J Oral Sci. 2011;119:323-30.
Moris ICM, Faria ACL , de Mattos MGC ,Ribeiro RF , Rodrigues RCS. Mechanical analysis of conventional and small diameter conical implant abutments. J Adv Prosthodont 2012; 4 (3): 158-61.
Silva NETO JP, Prudente MS, Carneiro TAPN, Nobilo MAA, Penatti MPA, Neves FD.Micro-leakage at the implant-abutment interface with different tightening torques in vitro. J. appl. Oral sci. 2012; 20(5).
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Procedimentos assistidos por computador na odontologia.

Os procedimentos cirúrgicos assistidos por computador (CAS) agregam a atuação do cirurgião na área de implantodontia  precisão e possibilidade de minimizar a invasividade dos procedimentos. (1)

Durante o consenso de procedimentos clínicos para aplicação destas tecnologias definiu os termos de cirurgia guiada por computador como sendo a aplicação de uma guia que reproduz a posição do implante planejado em software específicos e não permite a realização de modificação da posição do implante no trans operatório diferente da cirurgia computadorizada conhecida como cirurgia navegada, que utiliza de um sistema de navegação cirúrgica que reproduz a posição virtual do implante planejado em software especifico diretamente dos dados tomográficos e permite a realização de alterações na posição do implante no trans operatório.(2)

As considerações descritas no consenso estão relacionadas a visualização do volume ósseo pré-operatório utilizando sistemas de planejamentos específicos alimentados pelos arquivos gerados pela tomografia computadorizada. Ao se visualizar o volume ósseo podemos determinar a posição, diâmetro, quantidades e posicionamento dos implantes no leito ósseo com mais precisão e respeito aos limites biológicos dos tecidos periimplantares para atingir melhores indices de sobrevivência. O aumento da precisão cirúrgica proporcionada por esta modalidade cirúrgica viabilizada a cirurgia Flapless reduzindo morbidade, e a redução de enxerto pela possibilidade de aplicar a terapia de implante em areas ósseas  limítrofes e de estrutura anatômica complexa, e uma resolução protética final otimizada.(2)

 

Para se atingir esses resultados é necessário a integração de sistemas cyber físicos como:

 

  1. a) Tomografia computadorizada: Permite visões tridimensionais da região e anatomia da area de interesse e permitem vários formatos e cortes e auxiliam na medição do volume ósseo e potência a inclusão de toda a documentação radiografia necessária para um planejamento virtual. pré-cirúrgico.(4,5, 6,7)

 

  1. B) Software de planejamento de implantes: As imagens da tomografia computadorizada são convertidos arquivos DICOM para leitura do software especifico. Permitindo uma visualização tridimensional sem distorções da area de interesse em vistas axiais, sagitais, coronais, panorâmicas, transversais e produz reconstruções tridimensionais. O software de planejamento do implante permiti a pré-determinação do posicionamento, dimensão, quantidade de implantes, e do pilar e desenho restauração protética. Evita quaisquer complicações possíveis nas variáveis descritas no consenso,sendo passível de correção neste ambiente virtual. (8,9,10,11)

 

  1. c) Tecnologia – CAD (Computer -Aided- Design) / CAM (Computer -Aided- Manufacturing):

 

 

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Cortes

A transferência do plano de tratamento virtual para o tratamento efetivo do paciente e possível devido a técnica CAD/CAM que é usada nos dois sistemas de cirurgia guiada (12,13,14 ). Na modalidade cirurgia guiada por computador (estática) utiliza guias no campo operacional com orifícios para uso de fresas e instalação dos implantes no leito cirúrgico, fabricadas através de tecnologias de prototipagem rápida, facilitando o procedimento cirúrgico minimamente invasivo com guias aumentando a previsibilidade cirúrgica(14,15 )  . Na modalidade cirurgia computadorizada (Navegada) permite a construção pré-cirúrgica do elemento protético e restaurações de precisão personalizadas, é a comunicação do plano de tratamento virtual para o campo operatório com ferramentas de imagem visual em um monitor de computador sem utilização de guias (16,17,18, 19  )

 

 

 

Planejamento VIrtual em 04 telas

Planejamento Virtual em quatro telas

 

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Check list

Aconteceu no dia 19 de maio de 2017 na Instituição Plus Maxillares na cidade de Pouso Alegre- MG  que tem a coordenação de  Dra. Juscelia Dias Rosa, Dr. Nereu Dias e Dr. Agnaldo Lima o curso de procedimentos assistidos por computador (CAS), cirurgia guiada modalidade estática. O curso com embasamento teórico, hands On e cirurgia demonstrativa foi ministrado pelo Diretor Cientifico da DSP Biomedical, Prof. Msc Ricardo Toscano, tendo a participação da P3 protótipos com Webinar direto de Porto Alegre-RS explanando sobre planejamento digital no soft P3 Dental, a DSP Biomedical aplica o conceito de Gestão de suporte interativo ao ensino a distância na implantodontia.

O planejamento para a cirurgia demonstrativa seguiu o fluxo de trabalho proposto pela P3 Dental para elementos unitários. Tomografia computadorizada da area de interesse e envio do arquivo DICOM para P3med e ainda envio do modelo fisico para escaneamento e conversão em arquivo STL pela empresa de prototipagem. Apos a conversão dos arquivos para o software P3 Dental foi executado o planejamento e aprovado para confecção da guia. Junto a guia a empresa encaminhou anexo um check list com observações referente a perfuração.

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Dr. Agnaldo Lima coordenador do curso operou com o Kit fit Guide sob monitoramento do Prof.Msc Ricardo Toscano.

 

 

Referências Bibliográficas

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(18)Bucholz, Richard D., et al. “Surgical navigation systems including reference and localization frames.” U.S. Patent No. 7,139,601. 21 Nov. 2006.
(19) Simon, David Anthnoy, et al. “Trajectory storage apparatus and method for surgical navigation system.” U.S. Patent No. 6,535,756. 18 Mar. 2003.
(20) www.p3dental.com.br
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Higidez dos tecidos periimplantares e a relação com a geometria dos implantes DSP Biomedical em diferentes graus de morse.

A longevidade dos implantes nas reabilitações orais está relacionada com a estabilidade dos tecidos peri-implantares. Esta longevidade denomina-se higidez dos tecidos peri implantares, que se caracteriza pela à ausência de alterações dos sinais clínicos e radiográficos.

Quanto aos sinais clínicos avalia-se prejuízos estéticos quanto a cor e forma dos tecidos moles e por estabilidade da preservação do complexo osso/implante enquanto a permanência do implante em função. Quanto aos sinais radiográficos as revisões literárias relatam as mudanças na altura da crista óssea após sua ativação essas alterações podem ter por fatores como: distância biológica, infiltrados de células inflamatórias, distâncias da junção componente/ implante da crista óssea, biótipo gengival  e concentração de tensão devida à carga oclusal. Para minorar surge a proposta dos  implantes de plataforma cone morse quando utilizam componentes com plataforma switching tem em seu conceito evitar a reabsorção da crista óssea. Esta concepção usa componentes de menor diâmetro em relação à plataforma do implante, associado ao  selamento bacteriano provocado pelo efeito morse entre o componente e o implante.

Para esse conceito ficar completo deve-se considerar o posicionamento do implante, seu contato no leito ósseo, influência da espessura da mucosa peri-implantar, tensão mecânica na crista alveolar e distância biológica e restauração da zona estética.

A conicidade interna do implante pode apresentar diferentes graus possibilitando uma compreensibilidade no assentamento passivo das próteses com o objetivo de evitar deformidades estéticas, problemas fonéticos, aumento da colonização bacteriana subgengival e impactação alimentar lateral.

A DSP Biomedical  em sua linha comercial apresenta  implantes com diferentes graus de morse interno , CMI (cone morse indexado) com 11 graus de morse, HIM (hexágono interno morse) com 22 graus de morse e CMH (cone morse hexagonal) com 40 graus de morse. Estes implantes alem de diferentes graus de morse apresentam desenhos externos distintos com de roscas de propriedades mecânicas especificas com objetivo de aplicação nas múltiplas classificações de densidade óssea. Estas modificações se objetivam a atingir a alta performance  da resposta mecânica e biologia dos implantes aplicados para suporte da reabilitação protética.

Dentro deste contexto aconteceu no dia 30 de março de 2017 na UNIFLU (Centro Universitário Fluminense) na cidade de Campos de Goytacazes- RJ no curso de especialização em implantodontia tendo como coordenador Prof. Dr. Théssio Miná Vago e como professores Prof. Rodrigo Corral, Prof. Ricardo Amorim e Prof. Lucas Sardinha. O curso teórico prático conduzido pelo Diretor científico da DSP Biomedical  Prof. Msc Ricardo Toscano constou  hands on com toda linha de implantes DSP Biomedical  finalizando com apresentação do sistema FiTGuide e fluxo de trabalho para cirurgia guiada e  hands on com guias da empresa P3 dental.

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Referências

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Alternativas Cirúrgicas e Protéticas do Sistema DSP Biomedical na CAPO, em Alfenas-MG

Na reabilitação oral, os implantes dentários têm se tornado o tratamento de eleição em boa parte dos casos clínicos, tanto pela sua previsibilidade quanto pela alta taxa de sucesso. Os implantes dentários são hoje uma excelente forma de solucionar ausências dentárias unitárias, parciais e totais, além dos problemas da mastigação, proporcionando saúde e bem-estar (Kragskov et al., 2006). Para tanto, o planejamento pré-operatório é essencial para um tratamento com sucesso a longo prazo (Rocci et al., 2012).

Inicialmente, foi proposto um tempo de cicatrização de 3 a 4 meses para mandíbula e 6 a 8 meses para maxila para reabilitação protética após a instalação do implante. Em uma revisão sistemática com ensaios clínicos controlados randomizados (Esposito et al., 2007), os autores concluíram que a carga imediata no tratamento com implantes pode ser tão efetiva quanto o tratamento convencional. Além disso, no estudo clínico não controlado de Rocci et al. (2012) concluíram que a carga imediata em cirurgias sem retalho têm alta previsibilidade. No entanto, a qualidade óssea da região e o torque de instalação do implante influenciam diretamente no sucesso desse tratamento (Esposito et al., 2007).

Para a cirurgia convencional com implantes, o retalho mucoperiosteal é tradicionalmente elevado para melhorar a visualização do sítio receptor dos implantes dentários e identificar e proteger estruturas nobres existentes nesta região. Quando a quantidade óssea avaliada é limitada, o retalho pode ajudar na instalação do implante reduzindo o risco de fenestrações e perfurações ósseas. No entanto, essa manobra requer a execução de suturas que podem apresentar considerável grau de morbidade e desconforto ao paciente com potencial desenvolvimento de deiscência do retalho e reabsorção óssea ao redor de dentes naturais (Ozan et al., 2007).

Uma das principais maneiras de evitar estes problemas são as cirurgias flapless, ou seja, sem a realização de retalhos. Esta é uma técnica minimamente invasiva que oferece a possibilidade de instalar implantes com menor tempo cirúrgico, sangramento e melhor pós-operatório para o paciente (Ravindran et al., 2010).

Essa técnica tem a importante vantagem de preservar a crista óssea alveolar e a saúde da mucosa além de favorecer o aumento da taxa de sucesso dos implantes dentários (Wittwer et al., 2007; Jeong et al., 2011). No entanto, a cirurgia flapless é um procedimento que impede a visualização da quantidade e qualidade óssea tornando-se um procedimento que exige planejamento adequado para o tratamento e de exames complementares prévios. A utilização da Tomografia Computadoriza (TC) nas cirurgias guiadas ajuda a minimizar o risco de perfuração e alinhamento incorretos dos implantes durante o procedimento cirúrgico além de proteger estruturas vitais (Elion 2008; Cannizzaro et al., 2011) caracterizando uma evolução técnico-científica no conceito de reabilitação com implantes osseointegrados (Hultin et al., 2012).

 

Dentro desta filosofia a CAPO especializacão em Odontologia situada na cidade de Alfenas-MG  oferece curso teórico, clínico e laboratorial com fases cirúrgica e protética, alinhando conhecimentos nas áreas de periodontia, implantodontia, cirurgia e traumatologia Buco-maxilo-Facial e Prótese. O conteúdo programático é preparado para que o especializando atinja a excelência na reabilitação protética implanto-suportada de seus pacientes; Sistema Cone Morse, plataforma switching; novos biometarias: Regeneração óssea guiada; técnicas modernas para levantamento de seio maxilar e reconstruções de rebordos atróficos: utilização do plasma rico em fibrina; cirurgias plásticas peri-implantares, técnicas de enxerto de tecido conjuntivo subepitelial e utilização de substitutos mucosos; implantes imediatos e carga imediata; condicionamento gengival; CAD /CAM; uso de microscopia operatória; tratamento e prevenção da peri-implantite; terapia fotodinâmica, antimicrobiana e probióticos. Dentro da grade científica a DSP Biomedical no 4 de março de 2017 visando treinamento intensivo de técnicas cirúrgicas e protéticas, bem como conhecimento do sistema, ofereceu um hand’s on com a linha de implantes e soluções protéticas que a empresa oferece. O ponto alto aconteceu com apresentação e hands on de cirurgia assistida por computador – Cirurgia Guiada estática, os alunos além da parte teórica puderam manusear kits, implantes e guias cirurgicas e aplicar no hands on. 

02

O curso coordenado pelo Prof. Dr. Michel Messora, tendo como professores Prof. Dr. Laner Botrel Rosa, Profa. Dra. Flavia A.C Furlaneto Messora, Prof. Luiz Fernando Ferreira de Oliveira  e Prof. Gabriel Fiqueiredo Bastos contou com a presença dos alunos Bruna Assunção Vitor, Caroline Aparecida Teodoro, Celso Antonio Gracia, Danilo Silva Correa Barroso, Diego da Silva Barroso, Fabio de carvalho Machado, Felipe Jose costa Pieroni, Helluany Marques Lopes, Maico Goulart Carvalho Dias, Neylor Marques Gomes e Silas henrique Rabelo que Prof. Msc Ricardo Toscano Diretor cientifico da DSP Biomedical como ministrante. 

 

Referências

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Alta Performance em Implantodontia

O grande desafio da Odontologia ao longo do tempo tem sido o de restituir ao paciente mutilado oral a função, a fonética, o conforto e a saúde do sistema estomatognático. Na Odontologia tradicional, quanto mais edêntulo for o paciente, mais difícil será alcançar plenamente esse objetivo. A implantologia, a partir da técnica de osseointegração, veio suprir essa lacuna na Odontologia, tornando-se uma alternativa terapêutica importante nas últimas décadas.

O objetivo do tratamento restaurador, através de implantes osseointegráveis, é o de preservar a integridade das estruturas nobres intrabucais além de recuperar a estética e a funcionalidade do sistema estomatognático de acordo com a satisfação objetiva e subjetiva do paciente tratado. Esses objetivos só poderão ser alcançados através de um planejamento multidisciplinar antes da colocação do implante, ou seja, existe a necessidade de se ampliar a visão téc- nica, vislumbrando o resultado final do tratamento reabilitador através de um planejamento prévio. Da mesma forma, a apresentação da proposta de tratamento ao paciente também proporcionará a este o bem-estar psicológico (NEVES et al., 2006).

As expectativas do paciente quanto aos seus anseios e reais necessidades devem ser dimensionadas pelo profissional, informando as alternativas de tratamento que poderão ser realizadas e a importância da sua proservação. Dentro deste contexto, não seria descabido afirmar que, embora a implantodontia seja estabelecida como a “ terceira dentição”, os pacientes que são submetidos atualmente a este tipo de tratamento ainda necessitam da conscientização quanto à sua preservação, que envolve os cuidados diários de higiene oral e visitas periódicas ao profissional.

Dentro do planejamento, em primeira análise, deverá ser verificada a disposição biológica do caso, seja de ordem geral ou localizada como também as de ordem social e econômica que deverão ser consideradas e correlacionadas. O paciente a ser submetido a implante dentário deverá ser submetido à avaliação médica, avaliação odontológica através do exame clínico, exame radiográfico (periapical, panorâmico, oclusal, lateral (perfil), tomografia computadorizada), modelo de estudo (montado em articulador), documentação fotográfica. Diante de um paciente edêntulo, o profissional deve preocupar-se também com os problemas psicológicos que a perda dental ocasionou ao paciente.

Moy et.al., (2005), avaliando pacientes tratados com implantes de janeiro de 1982 a janeiro de 2003, no que concerne aos fatores de risco associados aos implantes, detectaram que a idade avançada foi considerada como fator de risco importante como também fumantes, diabéticos, irradiados de cabeça e pescoço e pacientes submetidos a terapias a base de estrógeno pós-menopausa. Contudo, verificaram que nesse grupo de pacientes, a falha de implantes foi baixa, não havendo uma contra-indicação absoluta para a colocação de implantes, no entanto, deverá ser informado ao paciente no plano de tratamento o fator de risco existente para o devido consentimento. Deste modo pacientes, portadores de enfermidades, como osteoporose, diabetes, discrasias sangüíneas e idade avançada não são contra-indicações absolutas, e, sim, relativas, pois todas elas no que diz respeito ao esta- do de saúde geral são passíveis de melhora, enquanto que o fator idade hoje é visto no seu aspecto biológico e não mais, como outrora, no seu aspecto cronológico. Isto quer dizer que em um indivíduo, go- zando de uma boa condição física, embora com idade cronológica avançada, é perfeitamente viável a colocação de implantes. Já os fatores de ordem locais, que serão observados no exame intra e extra oral associados à análise de modelos diagnósticos e exames radiográficos proporcionarão ao profissional definir o plano de tratamento ideal para o caso.

O sucesso da implantodontia na atualidade há muito deixou de ser, apenas, a manutenção dos implantes no arco dentário, mas, sim, todo um funcionamento harmônico do elemento artificial que inclui obviamente a dinâmica oclusal, uma estética coerente e conforto ao paciente. Não é menos verdade que a interação multidisciplinar num tratamento reabilitador tão abrangente como é, através de implantes, merece uma atuação efetiva e bem embasada, seguindo, portanto o mapa do planejamento antecipadamente programado.

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Aconteceu na cidade de Criciuma, Santa Catarina, no dia 19 de Agosto de 2106 mais um Hands On da DSP Biomedical. A palestra ministrada pelo Prof. Msc Ricardo Toscano abordou o tema “Implantodontia de alta performance”. Registramos a presença de coordenadores de curso, professores e profissionais da área odontológica.

REFERÊNCIAS

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A importância do planejamento em Implantodontia

Aconteceu no dia 07 de julho de 2016 mais um DSP On na cidade de Patos-PB para a turma de Especialização em Implantodontia das Faculdades Integradas de Patos – FIP. Estavam presentes os alunos da especialização, bem como, os professores Dr. Sócrates Tavares e Dr. Ailton Morais. A DSP Biomedical esteve presente com aula téorica sobre planejamento cirúrgico e Hands on do sistema, ministrados pelo coordenador científico da DSP Science Training Center professor Ricardo Denardi.

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A introdução dos implantes osseointegráveis como terapia odontológica posicionou a Odontologia dentro de uma nova era, a da Osseointegração. Originalmente, os implantes dentários osseointegrados foram desenvolvidos como tratamento alternativo para pacientes desdentados totais. Observa-se, atualmente, um aumento do uso de tratamentos associados a implantes com resultados previsíveis em longo prazo e vantagens das próteses implantossuportadas. O objetivo da implantodontia contemporânea está na obtenção de resultados estéticos com previsibilidade. O sucesso da implantodontia deixou de ser, apenas, a manutenção dos implantes no arco dentário, mas, sim, todo um funcionamento harmônico do elemento artificial o qual inclui uma dinâmica oclusal, uma estética coerente e conforto ao paciente. A interação multidisciplinar, cirúrgica e protética, num tratamento reabilitador com implantes dentários merece uma atuação efetiva e bem embasada, seguindo, portanto, um mapa do planejamento antecipadamente programado.

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Curso ministrado pelo coordenador científico da DSP Science Training Center, professor Ricardo Denardi.

 

O correto planejamento protético prévio auxiliará na decisão pelo ideal procedimento cirúrgico a ser realizado. Torna-se imperativo que o planejamento tenha inicio com a construção de próteses diagnósticas em que os requisitos estéticos e funcionais sejam atingidos e estas, sendo reproduzidas, transformam-se em guias cirúrgicas, as quais servirão de orientação nas etapas subseqüentes.  A guia cirúrgica é um referencial para que se consiga alcançar no planejamento protético uma biomecânica satisfatória.

Associado ao planejamento protético prévio, condições como a geometria do implante a ser utilizado, número e disposição no leito ósseo, posicionamento ideal e saúde no tecido ósseo peri-implantar contribuem para o sucesso em implantodontia.  O planejamento e a consequente previsão de todos as etapas cirúrgicas e protéticas envolvidas no tratamento reabilitador minimizam os problemas que possam comprometer na estética e na função das futuras restaurações implantossuportadas.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Haddad MF, Pellizzer EP, Mazaro JVQ, Verri FR, Falcón-Antenucci RM. Conceitos básicos para a reabilitação oral por meio de implantes osseointegrados – parte 2: influência da inclinação e do tipo de conexão. Rev Odontol Araçatuba. 2008; 29(2): 24-9.

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DSP ON em Imperatriz Maranhão

Aconteceu no dia 23 de junho de 2104 mais um DSP On na cidade de Imperatriz – Ma na ABO para as turmas de especialização  em implantodontia. A P3 dental através de video conferencia acrescentou ao evento conhecimento que teve como regente do handson e aula teorica Diretor cientifico da DSP Biomedical Prof Msc Ricardo Toscano .

 

Cirurgia Guiada Passo a Passo. 

 

IMG_0215A fabricação de protótipos é um marco nas Engenharias, considerado um passo intermediário entre os estudos prévios de desenvolvimento e o produto final, auxiliar na avaliação da viabilidade dos projetos, evitando custos excessivos e possíveis defeitos de fabricação.

A era da osseointegração teve seu início a partir dos trabalhos publicados pelo professor Branemark no início da década de 1980. Todo o planejamento dos casos a serem reabilitados com implantes ósseo integráveis tinha como passo inicial a realização e a análise de exames radiográficos convencionais, que influenciavam principalmente na determinação do comprimento dos implantes, considerando a altura óssea disponível. Entretanto, decisões importantes como o posicionamento, a distribuição e as inclinações dos implantes eram tomadas apenas durante o transcirúrgico, considerando a análise do tecido ósseo disponível, o que, muitas vezes, levou à ocorrência de insucessos estéticos e funcionais.

Na área da saúde, tem-se utilizado rotineiramente, nos últimos anos, o planejamento pré-cirúrgico baseado em exames de Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética. Por meio dessas técnicas é possível reproduzir, tridimensionalmente, estruturas, porém exibindo-as em superfícies bidimensionais (ex: tela do computador), esse fato as torna representações da estrutura em 3D e não uma estrutura verdadeiramente tridimensional.

 

Prototipagem

Os Biomodelos são Protótipos biomédicos obtidos a partir de imagens tomográficas Computadorizadas Axiais (TCA), que têm como finalidade auxiliar no tratamento das deformidades.

Os protótipos vão permitir a obtenção de medidas das estruturas, simulação e planejamento cirúrgicos, diminuindo dessa forma, o tempo cirúrgico, o tempo de anestesia e o risco de infecção.

Para obtenção de um protótipo, de acordo com Carvalho12, (2007), seguem-se as seguintes etapas:

  • exame tomográfico computadorizado helicoidal ou volumétrico da região com cortes reformatados em um milímetro. A espessura dos cortes é o que determina a qualidade do modelo;
  • gravar as imagens no formato DICOM (Digital Imaging and Communications in Medicine) em uma das diversas mídias existentes;
  • enviar a mídia com as imagens para a empresa que produz o protótipo, podendo também ser enviada pela internet via FTP (File Transfer Protocol);
  • obtenção do protótipo Biomodelo.

Existem varias técnicas de prototipagem rápida para obtenção de biomodelos. As mais utilizadas são Estereolitografia (SLA), a Sinterização Seletiva a Laser (SLS), a Impressão Tridimencional (3D prin- ting), a Modelagem por Deposição Fundida (FDM), a PolyJet e a “Thermojet” (MJM). Todas baseiam-se na sinterização, aglutinação, polimerização ou solidificação de materiais específicos.

Na Odontologia, a prototipagem tornou-se útil na implantodontia, na cirurgia bucomaxilofacial, sendo menos utilizada no planejamento ortodôntico, para analisar o posicionamento real dos dentes.

O advento da prototipagem rápida como ferramenta de modelagem anatômica e os avanços da tomografia computadorizada contribuíram para um aumento na precisão das cirurgias de implantes.

Cirurgia guiada

IMG_0217Em Odontologia, mais especificamente na implantodontia e cirurgia bucomaxilofacial, cada vez mais os pacientes apresentam atrofia óssea, logo necessitam de enxertos ósseos. Diante disso, torna-se muito difícil prever resultados, o que gera uma cirurgia guiada por protótipos recomendada, pois consegue-se diminuir o tempo cirúrgico, a agressão ao tecido e ainda ter uma menor contaminação das áreas cirúrgicas adjacentes, possibilitando uma cicatrização mais rápida para o paciente.

Em implantodontia, a utilização de uma guia cirúrgica permite uma melhor emergência possível na prótese, isso depois de uma perfeita montagem dos dentes em cera e com a verificação da fonética, da oclusão e do corredor bucal. O guia cirúrgico é um diferencial para que se consiga um perfeito planejamento reverso, ou seja, dinâmica e estética agradáveis.

A confecção do guia cirúrgico antes da cirurgia possibilita ao implantodontista durante a implantação respeitar os limites mesio-distal, vestíbulo lingual e ápico-coronal.

 

 

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  1. Viana AV, Neves PJC, Madruga FATTA, Rocha RS, Carva- lho RWF. Cirurgia guiada virtual para reabilitação oral: revisão de literatura e relato de caso. Rev Cir Traumatol Buco-maxilo-facial 2009;9(2):45-52.
  2. Kawakami PY, Ferrari RB, Silva Neto UT, Almeida TE, Nascimento KG. Implantes zigomáticos: revisão de literatu- ra com estudo do índice de sucesso através de meta-análise. Rev Odontol Univ da Cidade de São Paulo 2011;23(1):51-8.
  3. Muerer MI, Muerer ES, Jorge VB, Ailton N, Luiz Felipe O, Marilia SD. Aquisition and manipulation of computed to- mography images of the maxillofacial region for biomedical prototyping. Radiol Bras 2008;41(1):49-54.
  4. Pozzi A, De Vico G, Sannino G, Spinelli D, Ottria L, Barlat- tani A.Flapless trascrestal Maxillary sinus floor elevation: computer guided implant surgery combined with expan- ding-condensing osteotomes protocol. Oral & Implantology 2011;4(1):4-9.
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IAO

Estabilidade primaria dos Implantes osseointegrados.

A estabilidade primaria dos implantes osseointegrados  é um dos fatores que influencia no índice de sucesso na implantodontia, que são dependentes de um contato íntimo entre o biomaterial e a estrutura óssea, e está relacionada a fatores como fresagem, macrogeometria dos implantes e a densidade óssea.

O corpo do implante apresenta um desenho macroscópico cilíndrico ou cônico, e associado ao formato das roscas dissipa as forças mastigatórias para o osso cortical e trabecular. O sistema cônico possui o desenho similar a uma raiz dentária, sendo indicado para cirurgias de instalação em dois estágios e também de estágio único ou cargas imediata, devido a sua melhor estabilidade primária e distribuição de cargas oclusas.

A estabilidade primária dos implantes osseointegráveis pode ser conceituada como estabilidade mecânica, solidez, rigidez e resistência ao movimento do implante obtida no momento da inserção.

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Dentro desse conceito aconteceu no dia 17 de Junho de 2016 no IOA (Instituto odontológico das Américas) em Balneário Camboriú, mais um DSP On junto aos alunos da turma de especialização em implantodontia coordenada pelos Professores Drs Tulio  Del Conte Valcanaia e Dante Valcanaia. Prof. Msc Ricardo Toscano conduziu aula teórica e hand’s On usando a linha de produtos HE, CM e Flexcone.

 

  1. Szmukler-Moncler S, Piattelli A, Favero GA, Dubruille JH. Considerations preliminary to the application of early and immediate loading protocols in dental implantology. Clin Oral Implants Res 2002; 11(1):12-25.
  2. Cunha HA, Francischone CE, Nary Filho H, Oliveira RCG. A comparison between cutting torque and resonance frequency in the assessmen of primary stability and final torque capacity of standard TiUnite single-tooth implants under immediate loading. Int J Oral Maxillofac Implants 2004; 19(4):578-85.
  3. Nikellis I, Levi A, Nicolopoulos C. Immediate loading of 190 endosseous dental implants: a prospective observational study of 40 patient treatments with up to 2-year data.Int JOral Maxillofac Implants 2004; 19(1):116-23.
  4. Mozzatti M, Monfrin SB, Pedretti G, Schierano G, Basi F. Immediate loading of maxillary fixed prostheses retained by zygomatic and conventional implants: 24-month preliminary data for a series of clinical case reports. Int J Oral Maxillofac Implants 2008; 23(2):308-14.
  5. Cornelini R, Cangini F, Covani U, Barone A, Buser D. Immediate restoration of single-tooth implants in mandibular molar sites: a 12-month preliminary report. Int J Oral Maxillofac Implants 2004; 19(6):855-60.
  6. Ottoni JMP, Oliveira ZFL, Mansini R, Cabral AM. Correlation Rev Odontol Bras Central 2010;18(48):26-29. Influência da Técnica Cirúrgica e da Forma do Implante na Estabilidade Primária Pesquisa 29 between placement torque and survival of single-tooth implants. Int J Oral Maxillofac Implants 2005; 20(5):769-76.
  1. Misch CE. Densidade óssea: um determinante-chave para o sucesso clínico In: Misch CE. Prótese sobre implantes. São Paulo: Editora Santos; 2006. p. 130-41.
  2. Dos Santos MV, Elias CN, Cavalcanti JH. Efeito da forma e da rugosidade superficial na estabilidade primária de implantes osseointegráveis. Rev Dental Press Periodontia Implantol 2007; 3(2):73-83.
  3. Sakoh J, Wahlmann U, Stender E, Al-Nawas B, Wagner W. Primary stability of a conical implant and a hybrid, cylindric screw-type implant in vitro. Int J Oral Maxillofac Implants 2006; 21 (4):560-66.
  4. Tabassum A, Meijer GJ, Wolke JGC, Jansen JA. Influence of the surgical technique and surface roughness on the primary stability of an implant in artificial bone with a density equivalent to maxillary bone: a laboratory study. Clin Oral Impl Res 2009; 20(4):327-32.
  5. Influence of surgical technique and implant design on the primary stability Felipe A. ROCHA, Carlos N. ELIAS

 

 

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Primeiro Webinar da DSP Biomedical

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Aconteceu nesta segunda-feira, dia 30 de maio, o primeiro Webinar da DSP Biomedical. Este projeto foi realizado em uma parceria da DSP Biomedical e a P3 Dental, idealizadora e frabricante do software para planejamento cirúrgico de implantodontia e também fabricante de guias cirúrgicas.

Estavam presentes na fábrica da DSP, em Campo Largo-PR, Eduardo Cavalli, Gerente de Marketing;  Leandro Ribeiro, Analista de Marketing Sênior; Ricardo Toscano, Diretor Científico e Célio Netzel, CEO da DSP Biomedical. Na P3 Dental, em Porto Alegre-RS, contamos com a participação de Elias Hoffmann, Mestre em Engenharia Biomédica.

Segundo Eduardo Cavalli, o objetivo principal desta ação é sempre trazer para o dentista algo novo, que vai ajudá-lo no seu dia-a-dia no consultório e nos seus negócios, que vai lhe proporcionar uma melhora considerável na qualidade do seu trabalho e de seus pacientes. Vamos mostrar tendências de consumo e de mercado. E não tem como, neste contexto de abordagem, não falar sobre a Cirurgia Guiada.

Hoje em dia muito se fala em planejamento virtual e seus benefícios e resultados. Uma cirurgia mais rápida, sem incisões e com o mínimo de trauma para o paciente. Se o dentista vende esta ideia para o seu prospect as chances de se fechar um negócio é muito maior. Além dos assuntos serem de extrema relevância para o dentista, o que facilita muito a disseminação da informação é a plataforma no formato de Webconferência, no qual a comunicação é de uma via apenas, ou seja, somente uma pessoa  se expressa e as outras assistem, (no caso da DSP e da P3 Dental, duas em audio e uma respondendo as perguntas via chat). Hoje em dia as pessoas não tem mais tempo e não estão dispostas a mudar sua rotina, ou as vezes estão mas não podem. Com o Webinar nós levamos a informação e a interação sem grandes esforços para o expectador.

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Entre os destaques da apresentação estão as guias cirúrgicas fabricadas pela P3 Dental, com detalhes exclusivos para o Sistema de Implantes da DSP Biomedical, sem a necessidade do uso de anilhas. Também foi apresentado o Kit Fitguide (chaves, conexões e instrumentais), concebido especificamente para Cirurgia Guiada, que trabalha com os implantes da plataforma Cone Morse Indexado Soulfit.  Elias Hoffmann mostrou em tempo real como funciona um software de planejamento cirúrgico, baseado em imagens tomográficas, o implantodontista realiza o planejamento cirúrgico virtual e solicita a guia cirúrgica para a colocação de implantes dentários em seu paciente.

A média de público foi de 80 participantes, entre dentistas e implantodontistas. Como o tempo deste primeiro Webinar foi curto para o assunto (30 minutos), todas as dúvidas foram armazenadas e serão respondidas pela equipe posteriormente. A equipe da DSP Biomedical agradece a participação de todos e promete a realização de mais webinars com temas relevantes para o dentista.

 

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III Congresso Internacional de Odontologia do Rio Grande do Sul

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De 25 a 27 de agosto de 2016 acontecerá, em Passo Fundo no Rio Grande do Sul, o III CIORS, Congresso Internacional de Odontologia do Rio Grande do Sul. O evento destina-se a estudantes e profissionais das áreas de Cirurgia Bucomaxilofacial, Ortodontia, Implantodontia, Periodontia, Próteses, Dentística e Endodontia. Segundo a organização do evento ele  foi criado para destacar a odontologia gaúcha no Brasil e no Exterior e a presença de marcas e pesquisadores de renome no mercado consolidam este conceito.

O nosso consultor científico, Gustavo Klein, vai estar presente no evento com duas palestras: Análise Crítica dos Biomateriais utilizados na Implantodontia e Implante Imediato com Estética Imediata; Posicionamento  Tridimensional dos Implantes e Indicação de Remoção de Implantes Mal Posicionados.

Gustavo Klein é Graduado em Odontologia pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, UEPG, Ponta Grossa, Brasil, Especialista em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial,  Mestrado Profissional em Odontologia (Universidade do Sagrado Coração, USC, Bauru, Brasil), Doutorado em Biologia Oral.(Universidade do Sagrado Coração, USC, Bauru, Brasil) com período sanduíche em Tufs University (Orientador: Archana Viswanath) e professor do curso de especialização em implantodontia – CEOSP – Nanotec.

Informações e inscrições acessem http://ciors.com.br/congresso.

 

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Hands On em Balneário Camboriú, curso de especialização do NAEO

naeoOs alunos do curso de especialização do NAEO – Núcleo Avançado de Estudos Odontológicos, situado em Balneário Camboriú – SC no dia 10/03/2016 , tiveram oportunidade de conhecer os conceitos embutidos nos produtos DSP Biomedical e também manusear os implantes Cone MorseFlexcone 2.5 através do hands ON. Esta forma de imersão ao sistema de implantes, componentes e instrumentais de forma didática teoria e prática e nomeada como DSP ON e teve a regência do diretor científico da empresa DSP Biomedical.

Atualmente a implantodontia é citada como o ápice na modernidade quando a questão discutida é reabilitação oral 1. Antes do uso dos implantes, a reabilitação oral era realizada por próteses convencionais, do tipo removível, fixa ou total. Além de ser o método mais moderno e atual o uso dos implantes ainda pode ser mais conservador, sem desgaste de dentes adjacentes, quando comparado a outros tipos de reabilitação 2Porém, para que a implantodontia tenha sucesso clínico é necessário que ocorra o fenômeno da osseointegração, que nada mais é do que a união física do implante osseointegrado com o osso receptor. Apos décadas de pesquisa e desenvolvimento laboratoriais e clínicos, Branemark e seu grupo de pesquisadores nos ofereceram um sistema de implante que pode substituir os dentes naturais perdidos e atingir essa osseointegração. A descoberta aconteceu ao acaso após a tentativa da retirada de uma peça de titânio utilizada em tíbia de uma cobaia. Foi observado que a peça se integrou ao osso e a partir desse fenômeno começaram outros estudos, pesquisas e experimentos enfocando osso e titânio 3,9, 10. Os altos níveis iniciais de sucesso relatados por estes pesquisadores nas pesquisas iniciais ainda hoje são verificados na odontologia. Estes níveis de sucesso estão ligados a união estrutural direta e funcional entre osso e o implante que, nos dias de hoje, ultrapassam os 90% na maioria dos trabalhos.

Para que se alcance tal índice de sucesso é necessário, além de um amplo conhecimento na área, uma anamnese criteriosa do estado de saúde do paciente, seguir criteriosamente algumas regras antes, durante e após processo cirúrgico. Dessa forma, podem ser verificados alguns fatores de riscos gerais e específicos, além de conhecer as variáveis de um implante. Ao colher todas as informações possíveis do paciente e realizar um adequado estudo para traçar um planejamento adequado, tanto na parte cirúrgica quanto na protética, torna-se o prognóstico do tratamento mais confiável  4,9 . Além disso, existem atualmente diversos sistemas de implantes dentais, cuja comprovação do sucesso em longo prazo e da confiabilidade do sistema devem ser comprovados utilizando-se critérios e protocolos de pesquisa, de preferência longitudinais 5,6,7,8.

Revista Odontológica de Araçatuba, v.32, n.1, p. 26-31, Janeiro/Junho, 2011 26

 

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01- Misch CE. Implantes dentários contemporâneos. 2. ed. São Paulo: Ed.Santos; 2000. p.21-32
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04 – Alcoforado GAP, Rams TE, Feik D, Slots J. Microbial aspects of failing osseointegrated dental implants in humans. J Parodontol. 1991; 10(1): 11-8
05 – Beer A, Gahleitner A, Holm A, Tschabitscher M, Homolka P. Correlation of insertion torques with bone mineral density froom dental quantitative CT in the mandible. Clin Oral Implants Res. 2003; 14(5): 616-20
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07 – Branemark PI. Osseointegration and its experimental background. J Prosthet Dent. 1983; 50(3): 399-410 8 – Branemark PI, Zarb HA, Albrektsson T. Tissue- integrated prostheses. Osseointegration in clinical dentistry. Chicago: Quintessence; 1985
08 – Campos Júnior A, Passanezi E. Por que a osseointegração revolucionou a Implantodontia? In: Todescan FF, Botino MAC. Atualização na clínica odontológica: a prática da clínica geral.São Paulo: Artes Médicas; 1996. p. 249-97.
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10- Misch CE. Implantes dentários contemporâneos. 2. ed. São Paulo: Ed.Santos; 2000. p.21-32
11 – Schnitman PA, Shulman LB. Recommendations of the consensus development conference on dental implants. J Am Dent Assoc. 1979; 98(3): 373-7.
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