Chaves do Sucesso Mecânico e Biológico na Implantodontia Contemporânea

Texto: Prof. Msc Ricardo Toscano – Diretor Cientifico DSP Biomedical.

 

A higidez dos tecidos peri implantares podem ter seu comportamento alterado pela condição mecânica e biológica influenciada pelo tipo de conexões pilar implante que são classificados em externas ou internas (1). Nas conexões externas o componente intermediário apoia em uma plataforma que compõem uma extensão do corpo do implante, enquanto nas conexões internas o componentes intermediário posiciona- se no interior do corpo do implante (2). Esse interior do implante podem apresentar configurações diferentes de ângulos que garantem resistência rotacional e estabilidade  rotacional com a presença de hexágono, octógonos e dodecágonos (3)

Os implantes da empresa DSP Biomedical (Campo Largo- Pr) apresentam na configuração  Cone Morse (CM), Hexágono Interno Morse (HIM) e Cone Morse Hexagonal (CMH) se diferenciam pela inclinação das paredes internas do implante na região da conexão protética, apresentando valores de 11°, 22° e 40°, respectivamente(4).

A conexão de hexágono externo foi desenvolvida inicialmente para permitir a montagem do implante e servir também para proporcionar um mecanismo anti- rotacional para restaurações unitárias (1). Porem a altura reduzida desse hexágono gera maior micromovimentação nesse tipo de conexão uma vez que seu centro de rotação mais alto diminui a resistência a movimentos laterias  e, assim o parafuso de retenção torna-se mais propenso ao afrouxamento (5, 6).

As conexões internas, por serem mais justas devido à fricção entre o pilar e o implante apresentam melhor selamento biológico, maior estabilidade e melhor distribuição de forças quando comparados à conexão externa, devido à dissipação de forças laterais mais internamente aoimplante, paredes de adaptação internas mais longas, capazes de resistir às forças que tendem a separar a junção parafusada, protegendo o parafuso de retenção(1,5,7,8) .Isto reforça a idéia de que o parafuso de retenção funciona como um mecanismo de proteção do implante e estruturas adjacentes diante de sobrecargas (9). Entretanto, em implantes com conexão interna há maior dificuldade para ajustar a divergência de angulações entre implante sendo freqüente a utilização de componentes intermediários que favoreça o eixo de inserção da prótese e consequentemente a passividade de adaptação (4). Portanto, o tipo de conexão é um fator relevante para o modo de falha dos sistemas (2),com valores menos favoráveis para as conexões externas (10)

Entre as conexões internas, o sistema de implante onde as peças são unidas por meio de sobreposição de cones, é conhecido como cone morse e representa uma alternativa para reabilitações protéticas com implantes. O uso de conexões cone morse entre o implante e o pilar visa melhorar a estabilidade mecânica do sistema evitando afrouxamento do parafuso de retenção e consequentemente do pilar protético ( 11)

A utilização de componentes protéticos de menor diâmetro que a plataforma protética do implante chamado Platform switching reduziu as tensões no tecido ósseo peri-implantar, o que resulta em uma diminuição da reabsorção óssea marginal também diminuindo a concentração das tensões nos implantes e no parafuso, resultando em uma diminuição das complicações nas próteses implantossuportadas parafusadas esta  avaliação biomecânica e investigada por meio de elementos finitos tridimensional (12)

A fusão entre ciencia, tecnologia e engenharia avançada com arrojo técnico origina bens e serviços tomados essenciais à vida moderna. As condições sociais e setor odontolo medico não lhe escapam, tanto sob o ambiente cultural e ecônomico, como na preservação da saúde e prolongamento confortável da vida (13)

Estamos vivendo um fenômeno ainda maior que do que já vivemos até então, pois estamos saindo de uma amplificação de nossa capacidade muscular (produção, eficiência, força) como civilização para uma nova era, na qual ampliaremos nossa capacidade mental, de processamento, por meio da tecnologia. E, diferente de antes, de uma maneira exponencial (pois, até então, sempre evoluímos de modo linear) (14). Kurzweil observou ainda, com base em modelos matemáticos, que o crescimento exponencial esteve presente antes dos microchips e a evolução nos últimos anos foi em termos de avanços tecnológicos, maior que todo avanço tecnológico da historia acumulada. O que percebeu ainda foi que cada nova tecnologia serviu de suporte para o desenvolvimento da próxima. E essa nova tecnologia ajudou no nascimento da seguinte e da seguinte…ou seja, cada tecnologia se apoia nas anteriores, criando bases de conhecimento e processamento para as seguintes. Dessa forma, obtemos uma curva de crescimento exponencial, irreversível e que se acelera cada vez mais (14). Estes conceitos estam embutidos na quarta revolução industrial, conhecida como Industria 4.0 (15, 20).

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Curso de especialização em implantodontia do ELAO ( Escola Latino Americana de Odontologia)

Inserida no contexto da Industria 4.0 a empresa DSP Biomedical entrega aos implantodontistas produtos embargados com o conceito Cyber físicos aplicados em seus implantes, componentes e instrumentais. Possibilitando ao implantodontistas meios de atingirem resultados cada fez mais personalizados e ou customizados em suas reabilitações (15).

Integrado ao método Open Design o departamento Cientifico da DSP Biomedical na pessoa do Diretor Científico Prof. Msc Ricardo Toscano tornou acessível aos alunos do curso de especialização em implantodontia do ELAO ( Escola Latino Americana de Odontologia), a cultura maker, com a construção de conhecimento e  informações pertinentes a desenhos, instruções e técnicas para aplicação dos implantes, componentes e instrumentais da empresa através de aula teórica e hands On. Este curso coordenado pelos Profs. Drs Sandro Daroz, Laercio Villela Barros e Luciano Belizário tem sede em Vitoria Es.  (16,17, 18,19)

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Freitas AC, Bonfante EA, Rocha EP,Silva NR, Marotta L, Coelho PG. Effect of implant connection and restoration design (Screwed vs. Cemented) in reability and failure modes of anterior crowns. Eur J Oral Sci. 2011;119:323-30.
2. Dittmer S, Dittmer M, Kohorst P, Jendras M, Borchers L, Stiesch M. Effect of implant-abutment connection design on load bearing capacity and failure mode of implants. J Prosthodont. 2011; 20:510-516.
3- Pita Ms, Anchieta RB , Barão VA, Garcia IR Jr, Pedrazzi V, Assunção WG. Platforms prosthetic implant dentistry. Craniofac J Surg 2011;22(6):2327-31
4- FACO, Eduardo Francisco de Souza. Avaliação da resistência à fratura e tensões em diferentes implantes e conexões protéticas: Análise in vitro e MEF-3D. 2013. 86 f. Tese (doutorado) – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Odontologia de Araçatuba, 2013.
5- Juang RE; Pjetursson B.E; Glauser R; Zembic A; Zwahlen M A systematic review of the 5-year survival and complication rates of implant-supported single crowns. Clin. Oral Impl.Res. 2008;19: 119–30.
6- Maeda Y, Satoh T, Sogo M. Invitro differences of stress concentrations for internal and external hex implant-abutment connections: A short communication. Joral rehabil 2006; 33:75-8
7-Misch CE, Bidez MW, Sharawy M. A bioengineered implant for a predetermined bone cellular response to loading forces. A literature review and case report. J Periodontol 2001;72:1276-86.
8- Khraisat A, Stegaroiu R, Nomura S, Miyakawa O.Fatigue resistance of two implant/abutment joint designs. J Prosthet Dent. 2002 ;88(6):604-10
9-Pesqueira A, Goiato M, Gennari- Filho H, Monteiro D, Dos Santos D, M Haddad, Pellizzer E, The use of methods of stress analysis to evaluate the biomechanics of rehabilitation with oral implants. JOral Implantol. 2012.
10- Nagasawa S, Hayano K, Niino T, Yamakura K, Yoshida T, Mizoguchi T. Nonlinear stress analysis of titanium implants by finite element method. Dent Mater J.2008; 27(04);633-39.
11- Coppedê AR, Bersani E, de Mattos Mda G, Rodrigues RC, Sartori IA, Ribeiro RF. Fracture resistance of the implant-abutment connection in implants with internal hex and internal conical connections under oblique compressive loading: an in vitro study. Int J Prosthodont. 2009;22:283–86.
12-TABATA, Lucas Fernando. Platform switching: avaliação biomecânica por meio do método de elementos finitos tridimensional. 2008. 89 f. Tese (doutorado) – Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Odontologia de Araçatuba, 2008.
13- BRIGAGÃO, Placidino Guerrieri. Tecnologia e Odontologia. Revista da AcBO-ISSN 2316-7262, v. 4, n. 2, 2015.
14-  Kurzweil, Ray. The singularity is near: When humans transcend biology. Penguin, 2005.
15- Anderson, C. Makers: The new industrial revolution. New York: Crown Business, 2012
16- Caldas, D. Observatorio de sinais: Teoria e pratica da pratica da pesquisa de tendencias. São Paulo: Senas, 2004.
17- Cardoso, R. Design para um mundo complexo. São Paulo: Cosac Naify, 2013.
18- Goleman, D. Inteligencia emocional. Tradução: Marcos Santarrita. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011.
19- Loockwood, T. Design thinking: Integrating innovation, customer experience and brand value. New: Allwortth Press, 2009.
20-  LASI, Heiner et al. Industry 4.0. Business & Information Systems Engineering, v. 6, n. 4, p. 239, 2014.

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