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O tratamento com implantes tem se destacado dentro da reabilitação oral e o seu sucesso tem sido clinicamente comprovado ao longo do tempo e cientificamente documentado (1) . Porém, complicações mecânicas, técnicas e biológicas são descritas na literatura no que se refere à desadaptação marginal, vertical e horizontal, das restaurações protéticas sobre implantes, interferindo diretamente na integridade e longevidade do tratamento reabilitador  .

A passividade se consegue quando há um contato simultâneo, por intermédio de um acoplamento completo das superfícies dos componentes intermediários ou infra estrutura das próteses não segmentadas sobre os implantes de suporte (3). Sendo assim, ela é considerada como primordial, evitando a concentração de tensão na interface osso/implante, consistindo em um fator importante para a manutenção da osseointegração.

Partindo de perspectivas biológicas e mecânicas,  a passividade das reabilitações protéticas tem sido reconhecida como potencial fator discriminador de prognostico de sucesso da longevidade dos implantes (5).

Com relação a confecção da infraestrutura a odontologia atual vem sendo incrementada pela utilização de sistemas automatizados (6). As fases de impressão, planejamento e confecção de diversos tipos de restaurações, podem ser realizadas com o auxilio de técnicas e equipamentos computadorizados, no conceito de produção chamado de CAD/CAM, com proposito de minimizar fatores inerentes a desadaptação na confecção das infraestruturas evidenciadas pela falha de processo manual(7,10,11 ). A aplicação de tecnologia se justifica pelo baixo índice de tolerância e por consequência precisão que essas tecnologias entregam no produto final (8).

Para que esse sucesso seja atingindo no planejamento do caso, deve-se considerar o tipo de prótese a se confeccionar, a atenção o correto posicionamento tridimensional, a quantidade e distribuição dos implantes ao longo arcada, atrelado ao critério das características técnicas de implante no que tange principalmente ao tipo de conexão e suas variações(9).

Os critérios clínicos e científicos utilizados para a escolha das plataformas protéticas do cone morse para alcançar resultados estéticos e funcionais a curto, médio e longo prazo tem relação aos aspectos biológicos, biomecânicos e aplicabilidade técnica(12). A previsibilidade dos resultados da plataforma cone morse na implantodontia se faz notório pelo crescente interesse por parte dos profissionais na aplicação clinica das reabilitações em concordância com a relevância dos resultados dos estudos científicos comprovando a estabilidade dos tecidos periimplantares  no acompanhamento a longo prazo(13,14) .

A DSP Biomedical oferece implantes com variações de conicidade que se apresentam comercialmente como: CMI (Cone morse indexado) com 11,5 graus de conicidade interna, HIM (hexágono interno morse ) com 22 graus de conicidade interna, CMH ( cone morse hexagonal) de 40 graus de conicidade interna, que em termos de significado fabril e mais uma abordagem que insere a empresa no movimento industria 4.0 produzindo implantes, componentes e instrumentais customizados em massa para resolução de diferentes situações clinicas enfrentada pelo implantodontista no cotidiano.

A fusão dos mundos digitais, físicos é biológicos  estruturou o tema abordado junto as turmas do curso de especialização em implantodontia da FASURGS- Passo Fundo -RS   coordenadas pelos Prof. Dr, Paulo Nadin, Prof. Dr, Miguel Nadin, Prof. Dra Fabiana Roman, Prof. Dr. Matteo Baiotto Soares, Fernando Bacchi e Prof. Dr. Regis Sartori.

A implantodontia 4.0 é sustentada pela transdisciplinaridade em se tratando de tendências. As ferramentas cyber físicas 3D scannner, CAD/ CAM e software de planejamento fazem do profissional da implantodontia um Lead User que são usuários destas ferramentas que adaptam, modificam e transformam o processo reabilitador em resultados exclusivos.

O Prof. Msc Ricardo Toscano diretor cientifico da DSP Biomedical no dia 27 de junho de 2017, utilizou como abordagem pedagógica principal o processo Design Thinking explorando as etapas de apresentação dos produtos, indicações especificas, planejamento, experimentação e resoluções nas restaurações cirúrgicas  e restaurações protéticas através de aula teórica e Hand’s ON.

O curso de implantodontia da FASURGS promove em suas disciplinas a dinâmica de seus especializandos atenderem as multifacetas das necessidades da reabilitação implanto suportadas e os capacita para aplicação de produtos embarcados de inovação respondendo aos anseios dos clientes com procedimentos eficientes construindo uma identidade profissional emergente.

Referências Bibliográficas

1.Adell R, Lekholm U, Rockler B, Branemark PI. A 15-year study of osseointegrated implants in the treatment of the edentulous jaw. Int J Oral Surg. 1981;10:387-416.
2. Albrektson T, Zarb GA. Current interpretations of the osseointegrated response: Clinical significance. Int J Prosthodont. 1993;6:95-105
3. ABDUO, J. et al. Assessing the fit of implant fixed prostheses: a critical review. Int. J. Oral Maxillofac. Implants, v. 25, n. 3, p. 506-515, 2010.
4. MISCH, Carl E. et al. Implant success, survival, and failure: the International Congress of Oral Implantologists (ICOI) pisa consensus conference. Implant dentistry, v. 17, n. 1, p. 5-15, 2008.
5. HOBKIRK, J. A., PSARROS, K. J. The influence of occlusal surface material on peak masticatory forces using osseointegrated implant supported prostheses. Int. J. Oral Maxillofac Implants, 7: 345-352, 1992.
6. Fortin, Thomas, et al. “Computer-assisted dental implant surgery using computed tomography.” Journal of image guided surgery 1.1 (1995): 53-58
7. MIYAZAKI, Takashi et al. A review of dental CAD/CAM: current status and future perspectives from 20 years of experience. Dental materials journal, v. 28, n. 1, p. 44-56, 2009.
8. BURGUETE, R. L. et al. Tightening characteristics for screwed joints in osseointegrated dental implants. J. Prosthet. Dent., v. 71, n. 6, p. 592-599, 1994.