Curso de atualização da UNISUL recebe imersão ao sistema DSP Biomedical

Dr. Ricardo Denardi,  Científico da DSP Biomedical 


Qual a diferença entre “sucesso” e “sobrevivência” nos tratamentos com implantes dentários? Através dos trabalhos de Brånemark e colaboradores comprovou-se que a utilização dos implantes osseointegrados é uma alternativa eficiente e previsível na substituição de dentes perdidos.  Através da descoberta da osseointegração observou-se uma união direta e estrutural entre a superfície do implante e o tecido ósseo.  A classificação de sucesso centrava-se na manutenção dessa osseointegração. Em 1986, Albrektson et al. (1989) consideraram alterações no nível ósseo perimplantar inferiores a 1,5mm um dos parâmetros adotados na avaliação das taxas de sucesso e sobrevivência dos implantes osseointegrados. De acordo com esses critérios Adell e colaboradores observaram uma perda óssea perimplantar de 1,2mm no primeiro ano em um estudo de 15 anos de acompanhamento. Atualmente estende-se a visão da reabilitação implantossuportada além da osseointegração para a classificação de sucesso. Segundo Buser et al. (2012) soma-se a osseointegração alguns critérios na classificação de sucesso em reabilitação implantossuportada: ausência de dor e/ou parestesia, ausência de infecção periimplantar com supuração, ausência de mobilidade, ausência de dor persistente e ausência de radioluscência contínua ao redor do implante.

Inclui-se a exclusiva visão da sobrevivência do implante dentário, a manutenção e a estabilidade periimplantar (tecidos moles e duros) ao longo do tempo para a garantia de sucesso em reabilitação implantossuportada.

Embasados na filosofia “POSSIBILIDADES” da DSP Biomedical, alunos do curso de Atualização em Periodontia e Prótese Dentária da Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL | Campus de Tubarão presenciaram no dia 01/11/17 aula sobre a importância do planejamento, sucesso e sobrevivência nas reabilitações implantossuportadas. O curso de extensão em Periodontia e Prótese Dentária é realizado nas dependências da Unisul – Campus Tubarão – tendo como docentes: Prof. Dr. Gustavo Ottoboni Molina, Prof. MSc Dimas João Rodrigues Neto e Prof. MSc Ronaldo Carvalho Cabral Filho. O conteúdo foi transmitido pelo consultor científico Prof. MSc. Ricardo Denardi seguido de Hands on cirúrgico com instalação de implantes dentários DSP Biomedical.

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Referências Bibliográficas

• Adell R, Lenkholm U, Rockler B, Branemark PI. A 15-year study of osseointegrated implants in the treatment of the edentulous jaw. Int J Oral Surg 1981; 10(6):387-416.

• Albrektsson T, Zarb G, Worthington P, Eriksson AR. The long-term efficacy of currently used dental implants: a review and proposed criteria of success. J Prosthet Dent. 1989 Nov;62(5):567-72.

• Brånemark PI, Adell R, Breine U, Hansson BO, Lindström J, Ohlsson A. Intra-osseous anchorage of dental prostheses. I. Experimental studies. Scand J Plast Reconstr Surg. 1969;3(2):81-100.

• Buser D, Janner SF, Wittneben JG, Brägger U, Ramseier CA, Salvi GE.
10-year survival and success rates of 511 titanium implants with a sandblasted and acid-etchedsurface: a retrospective study in 303 partially edentulous patients.Clin Implant Dent Relat Res. 2012 Dec;14(6):839-51.

• Faverani LP, Ramalho-Ferreira G, Gaetti-Jardim EC, Okamoto R, Shinohara EH, Assunção WG et al. Implantes osseointegrados: evolução e sucesso. Salusvita 2011; 30(1):47- 58.

• Misch CE, Perel ML, Wang HL, Sammartino G, Galindo-Moreno P, Trisi P, Steigmann M, Rebaudi A, Palti A, Pikos MA, Schwartz-Arad D, Choukroun J, Gutierrez-Perez JL, Marenzi G, Valavanis DK. Implant success, survival, and failure: The International Congress of Oral Implantologists (ICOI) Pisa Consensus Conference. Implant Dent. 2008 Mar;17(1):5-15.

• Smith DE, Zarb GA. Criteria for success of osseointegrated endosseous implants. J Prosthet Dent. 1989 Nov;62(5):567-72.