Guided Surgery Day no CESC – Centro de Estudos Santa Catarina

Prof. Msc Ricardo Toscano Diretor Científico da DSP Biomedical 


Guided Surgery Day

Os procedimentos assistidos por computador tem por objetivo posicionar os implantes em posição ideal no leito ósseo permitindo otimizar a estabilidade primária e secundária e por consequência a higidez dos tecidos envolvidos. Dentro deste contexto Prof.MSc Ricardo Toscano diretor cientifico da DSP Biomedical e o Prof. MSc Ricardo Denardi através de aula teórica e hands on ministraram um curso de imersão cirurgia guiada a turma de especialização da Instituição CESC- centro de estudos Santa Catarina localizado em Criciúma.

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O conceito de osseointegração fundamentado por Branemark, há mais de 40 anos, consistia em “uma conexão direta, entre o osso vital organizado e a superfície de um implante de titânio, capaz de receber carga funcional “(Adell, 1990). Alguns fatores como a biocompatibilidade, o desenho do implante, as condições da superfície do implante, o estado do hospedeiro, a técnica cirúrgica e o controle das cargas após a instalação das próteses são determinantes para o sucesso da osseointegração ( Aparicio et al., 2003). Contrariamente a outros estudos precursores dos implantes dentários , branemark et al. (1969) mostraram que a aposição óssea direta na superfície do implante era possível e podia ser duradoura, desde que o período de cicatrização com ausência de carga fosse respeitado.

A estabilidade de um implante pode ser definida como a ausência de mobilidade clinica sob uma carga específica, que depende do contato da superfície do implante e o tecido ósseo adjacente( Herrero-Climentet et al., 2012)

A Estabilidade primária é gerada através da retenção mecânica entre o implante e o osso no momento da instalação (Abrahamsson et al.,2004). Assim, a estabilidade primária poderia ser um fator a ser considerado clinicamente para a decisão do tempo de espera para osseointegração antes da reabilitação protética. dentre os fatores que podem influenciar a estabilidade primária dos implantes citam-se a qualidade óssea (Sennerby et al. 1992), a técnica cirúrgica ( Tabassun et al. 2009) e as características do implante (comprimento, diâmetro, desenho) (Sakoh et al. 2006). A lógica desta abordagem inicial é que a micromovimentação do implante causadas pelas forças funcionais ao redor da interface osso-implante durante a cicatrização pode induzir à formação de tecido fibroso em vez de osseointegração, conduzindo `a falha clínica ( Bischof et. al 2004, Turkylmaz, 2006). Embora tenha sido demonstrado que o excesso de micromovimeto durante a fase de cicatrização poderia interferir na reparação óssea na interface osso-implante (Beer et al. 2003) existe um limite tolerado, situado entre 50 Nm e 150 Nm ( Meredith, 1998).

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Estabilidade secundária pode definir como sendo a fixação secundária obtida durante a processo de cicatrização e remodelação óssea na interface osso implante, consequente ao processo de regeneração sofrido por esta e que se encontra também na dependência da estabilidade primária do implante ( Nedir et al. , 2004, Noguerol et al., 2006, Jeong 2009), sendo o tratamento de superfície um fator importante no estabelecimento do contato osso implante BIC (Bone-to-Implant Contact) pelas características como topografia e composição química por desempenhar um papel decisivo no estabelecimento de interfaces célula-biomaterial bem como a molhabilidade e a carga superficial que têm um papel importante na absorção das proteínas, a qual pode ser modulada de acordo com as alterações das características físicos-químicas da superfície, influenciando subsequentemente a adesão celular (Lang et,al. 2011, Raghavendra et al. 2005).

Referências Bibliográficas

Abrahamsson, Ingemar, et al. “Early bone formation adjacent to rough and turned endosseous implant surfaces.” Clinical oral implants research 15.4 (2004): 381-392.

Adell R, Eriksson B, Lekholm U, Branemark PI, Jemt, T. Long-term follow-up study of osseointegrated implants in the treatment of edentulous jaws. IntJOralmaxillofac Implants 1990;5:347-359.

Aparicio C, Lang NP, Rangert B. Validity and clinical significance biomechanics testing of implant/bone interface. Clin Oral Implants Res 2006 oct;17 Suppl 2:2-7.

Beer A, Gahleitner A, Holm A, Tschabitscher M, Homolka P. Correlation of insertion torque with bone mineral density from dental quantitative CT in the mandible. Cila Oral Impl Res 2003; 14:616-620.

Bischof M, Neid R, Szmukler-Moncler S, Bernard J-P, Samson J. Implant stability measurement of delayed and immediately loaded implants during healing. A clinical RFA study with SLA ITI implants. Clin oral imp res 2004: 15:529-539.

Herrero-Climent M, Matteo A, Rios- Santos J V, Lazaro- Calvo Pedro, Palaci AF, Bullon P. Med Oral cir Bucal. 2012Sep: 17(5):e 801-e806.

Meredith N. Assessmentof implant stability as a prognostic determinant. int j Prosthodont 1998;11: 491-501.

Nedir R, Bischof M, Briaux JM, Beyer S, Szmukler-moncler S, Bernard JP. A 7-year life table analysis from a prospective study on ITI implants with special emphasis on the use of short implants: Results from a private practice. Cila Oral Impl Res 2004;15:150-57

Sennerby L, Thomsen P, Ericson LE. A morphometric and biomechanics comparison of titanium implants insert in rabbit cortical and cancellous bone. Int J Oral Maxillofac Implants 1992 Spring;7(1):62-71.

Tabassum A, Meijer GJ, Wolke JG, Jansen J. Influence of the surgical technique and surface roughness on the primary stability of an implant in artificial bone with a density equivalent maxillary bone: a laboratory study. Cila Oral Impl Res 2009 apr;20(4):327-32