Implantes Cone Morse em rebordos estreitos. Qual componente aplicar?

Professor Paulo Nadin e Professor Miguel Nadin

O tratamento reabilitador com implantes exige um planejamento abrangente para se obter obter estética, função e longevidade, algumas ferramentas clinicas cirurgias como manipulação de tecidos moles podem ser aplicada para atingir alguns destes requisitos, como harmonia do sorriso e a saúde periimplantar. A reconstrução do volume vestibular se torna ainda mais desafiador, devido a fatores como a fonética, e a estética.Nas reabilitações parciais e totais esta manobra por vezes se torna inviável por questão do grande volume a ser enxertado e a area doadora ter limitações.

O planejamento do caso clinico passa pelo correto posicionamento tridimensional dos implantes, à correta quantidade e distribuição dos implantes ao longo do arco, e à correta escolha pelo tipo de implante, no que tange principalmente ao tipo de conexão e suas dimensões.
O componente selecionado pode estar associado a um resultado estético insatisfatório e dificuldades de higienização, prejudicando o prognostico do tratamento e higidez dos tecidos.

Com o uso de pilares intermediários nas próteses aparafusadas sobre implantes fatores relacionados ao espaço inter-oclusal, altura do tecido gengival, angulação da implante, custo da prótese podem ser conformizados.

Do ponto de vista biologico a literatura tem ressaltado que os implantes osseointegráveis podem ser afetados por transtornos decorrentes da formação de biofilme bacteriano em sua superfície. A região acometida envolve principalmente a conexão entre a plataforma do implante e o componente. Assim, tal situação pode culminar na formação de mucosites ou até mesmo perimplantites.
As modificações e variações no desenho dos implantes e componentes tem como tentativa correções de falhas e melhoria do resultado final, com essas alterações foram alcançadas melhora na manutenção da saúde periimplantar, melhor estética gengival e protética, maior estabilidade das próteses.
Uma perfeita adaptação entre o implante e o pilar, é um requisito básico para o sucesso dos tratamentos com implantes, havendo consenso que entre o implante e seu pilar deva ocorrer um perfeito velamento que separe o meio interno do externo assegurando que os tecidos periimplantares possam desempenhar normalmente as funções.

Os componentes Mini-flex cone DSP Biomedical ( Campo Largo/PR- Brasil ) entregam ao profissional características como plataforma de 3.0 e altura de 2,6 mm possibilitando uma correção de ate 25 graus entre componentes desta mesma especificação, possibilitando em casos Unitários , parciais e múltiplos resoluções protéticas diferenciadas ate então limitadas pelos componentes regulares.

As características mecânicas agregado nesta linha de componentes possibilitam a aplicação sobre os implantes em que se planeja maximizar os resultados biológicos, estéticos e fonéticos de areas com deficiência de tecidos moles e com restrições vestíbulo lingual dos tecidos.

RELATO DE CASO

A paciente apresentou em consultório particular com a queixa de estabilidade de suas próteses requisitando maior estabilidade salientando planejamento proposto foi primeiro protocolo inferior e protocolo superior seguindo esta sequencia que após consentimento da paciente se iniciou o processo restaurador.

O planejamento do protocolo inferior se optou pela tecnica All on four, usando implantes Cone Morse Soulfit 3.5 x 13mm DSP Biomedical ( Campo Largo, Pr- Brasil) e componentes Mini FlexCone DSP Biomedical ( Campo Largo, Pr- Brasil). O processo restaurador optou por carga imediata.

O planejamento do protocolo superior se optou pela instalação de seis implantes Cone Morse Soulfit DSP Biomedical ( Campo Largo, Pr- Brasil) de diâmetro 3.5 de diferentes comprimentos e componentes Mini FlexCone DSP Biomedical ( Campo Largo,Pr-Brasil).

A sequência clínica utilizada em ambos processos cirúrgicos foi padronizada. O planejamento reverso resultou na confecção da guia multifuncional. Esta guia foi utilizada durante o processo cirúrgico para estabelecer as posições que os implantes na estrutura óssea e durante o processo protético captura dos transferentes.

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Após a instalação dos implantes foi executado a seleção e instalação dos componentes Mini FlexCone. Os critérios para seleção destes componentes se fez em se considerando sua propriedades mecânicas e biológicas pois este entrega em suas características técnicas ser um componentes mais estreitos que os regulares possibilitando um assentamento mais adequado ao rebordo mucogengival estreito da paciente.

A moldagem de transferência se executou usando transferentes de moldeira aberta, unidos entre si e ao guia multifuncional com resina acrílica auto-polimerizável de precisão (Pattern Resin LS, GC, America Inc).

Com os análogos posicionados nos transferentes posicionados na moldagem adquirida, obteve-se o modelo para a confecção da peça protética definitiva, conhecida como protocolo.
Com os protocolos instalados foi executado o ajuste oclusal e as recomendações com relação a higiene.

Durante o retorno de monitoramento que se fez em 40 dias a paciente relata que se sente muito confortável e extremamente feliz. ‘”A prótese e fácil de limpar e não me atrapalha em nada na minha fala “, completa.

 

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