Regeneração tecidual na implantodontia

A implantodontia vem experienciando grandes revoluções nas últimas décadas. A compreensão dos processos biológicos e patológicos, com estabelecimento de conceito e o desenvolvimento de modalidades terapêuticas promoveram avanços significativos na reconstrução anatômica e funcional do periodonto.

A engenharia tecidual é uma matéria emergente da ciência, que objetiva o desenvolvimento de técnicas para constituição de novos tecidos para reposição de tecidos danificados ou perdidos por doenças. É baseada nos princípios da biologia celular, do desenvolvimento biológico e dos biomateriais.

A terapia regenerativa se apresenta em duas alternativas: o preenchimento dos defeitos com o intuito de obter regeneração; e como alternativas, técnicas tem sido desenvolvidas para guiar os componentes celulares do periodonto a agir diretamente no processo regenerativo tendo como base o desenvolvimento natural dos tecidos periodontais.

Para produzir um tecido através da engenharia tecidual, são necessários alguns fatores: apropriado nível e sequência de sinais reguladores, presença de células progenitoras viáveis e apropriada matriz extracelular ou material carreador. Os pré-requisitos para sucesso da engenharia tecidual são divididos em duas áreas: aspectos biomecânicos (manutenção de espaço, barreiras) e funções biológicas (biocompatibilidade, incorporação celular, incorporação de mensagens instrutivas).

Para haver neoformação óssea no interior de um defeito, o espaço precisa ser mantido e a invaginação tecidual prevenida. O material desenhado deve ter a forma e flexibilidade adequada para colocação dentro do defeito e ser residente a colabação. Portanto, o material deve seguir os princípios da RTG e ter configuração semelhante aqueles usados para tal fim. A arquitetura interna do arcabouço deve ser ideal para maximizar a colonização celular de forma seletiva e o preenchimento de tecidos compatíveis aquele a serem regenerados.

A barreira ideal é aquela que impede a invaginação de tecidos indesejados e proporciona o preenchimento seletivo de tecidos fundamentais a regeneração . Portanto , a engenharia tecidual deve agir como esta barreira ideal, selecionando os tecidos que vão preencher o defeito e proporcionar a regeneração. A arquitetura desta barreira deve ser de forma que a superfície externa atue excluindo os tecidos indesejados e a interna induzindo o crescimento tecidual.

Durante o dia 4 de agosto de 2018 aconteceu no curso de especialização em Periodontia com habilitação em implantodontia na ABO Alfenas MG a abordagem do tema de técnicas regenerativas aplicadas a implantodontia. O curso coordenado pelo Prof. Msc. Libero Carvalho e Prof. Msc. Luiz Henrique Madeira recebeu o doutorando em implantodontia Ricardo Toscano e o doutorando em periodontia Ricardo Denardi, diretor científico e consultor científico da DSP Biomedical como professores convidados. Após a aula teórica os alunos puderam manusear os produtos DSP Biomedical durante o hands-on.


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