Um esporte escolhido

Dentistas encontram na arte marcial o equilíbrio para o corpo e para a mente.

As histórias são bem parecidas: ambos são dentistas especializados em periodontia, exercem a profissão há 32 anos e desde a adolescência praticam judô como um forma de disciplina e equilibrio da mente. Líbero Víctor Franco de Carvalho, 54, e Luiz Henrique Alves Madeira, 52 anos, encontraram no judô o esprote das suas vidas.

Líbero iniciou o judô com 14 anos. A decisão veio quando estava praticando salto em altura para os jogos abertos escolares e viu que um garoto bem menor conseguia saltar mais alto e usava

técnicas diferentes de proteção ao cair após o salto. “Fiquei fascinado com as técnicas de rolamento e de proteção em quedas, e descobri que ele era judoca. Meu treinador de atletismo também praticava judô e me incentivou, daí em diante não parei mais”, completa. O caso de Luiz Henrique foi um pouco diferente. “Assistia a uma competição de judô em Alfenas, no estado de Minas Gerais e fiquei impressionado com a habilidade dos judocas e comecei a treinar”, lembra.

Para Líbero, que é professor de judô, a seriedade com que se ensina é que leva os alunos a serem bons atletas. “Acima de tudo o esporte incentiva o bom caráter”, salienta. Luiz não é professor, mas ajuda nas aulas da academia e também procura levar o treino com bastante comprometimento para dar exemplo aos judocas iniciantes.

Para os dois odontólogos, o judô colabora muito com o exercício da profissão, desde a concentração, até nos alongamentos feitos nos treinos. Segundo eles alongar tornou-se essencial, pois no consultório permanecem bastante tempo na mesma postura e isso afeta principalmente os membros superiores ea coluna.

Líbero e Luiz Henrique se formaram em Odontologia em 1983, pela Universidade Federal de Alfenas (Unifal), o primeiro tem mestrado em periodontia e, o outro, em implantodontia. Eles são parceiros da DSP Biomedical e se dizem satisfeitos com a marca. “É um excelente sistema de implantes e, como coordenador de curso de especialização, tenho recebido o total apoio da direção da DSP”, afirma Carvalho. Já Madeira, ressalta que recebe todo o apoio para o consultório.

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No trabalho e no esporte, conciliados com amor.

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O dentista Aluisio Martins de Oliveira Ruellas, de 45 anos, buscou saúde através do esporte, mas também encontrou autoconhecimento e muita determinação. Apesar de ter nascido na pequena cidade mineira de Areado, em uma família de 14 irmãos, seu vasto currículo prova que sua força de vontade foi essencial para a sua carreira profissional.

O esporte entrou na sua vida cedo. Por volta dos oito anos de idade, Aluisio teve uma encefalite e, após a recuperação, percebeu algumas sequelas e um distúrbio de tireóide.Para driblar o peso a mais e manter sua saúde em dia, jogava futebol, mas apesar de toda a sua dedicação, só conseguiu emagrecer na adolescência, conciliando futebol e judô.

Ainda criança, recuperando-se e fazendo uso de medicamentos, teve um sonho que fez questão de ressaltar: “Jesus apareceu para mim e disse que me curararia para que um dia ajudasse outras pessoas”. E realmente levou isso para a vida: dedica-se ao Homem Movimento, trabalho formado por atletas amadores que têm a missão de levar bem-estar às pessoas. “O projeto está me dando mais ânimo de voltar aos esportes e cuidar da minha saúde de forma mais plena”, completa.

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Ruellas começou a trabalhar cedo, aos nove anos era auxiliar de prótese dentária em uma clínica. Aos 17, ingressou no curso de Odontologia na antiga Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas (Efoa), em Minas Gerais, hoje, Universidade Federal de Alfenas. “É uma das escolas de odontologia mais antigas do Brasil”, explica. Nesta época começou a dar aulas de Física e, mesmo depois de formado, o que aconteceu em 1991, permaneceu lecionando em cursinhos. “Eu me casei muito novo, aos vinte anos, então dava aulas para poder continuar estudando”, comenta.

Ele explica que o judô foi muito importante nesta época, quando precisava conciliar sua vida pessoal e social, ao trabalho e estudos, pois o esporte tem como filosofia o autoconhecimento e as estratégias de autodomínio, além do controle sobre as suas reações e determinação.

Hoje, o dentista está retomando os treinos, depois de uma lesão no tendão de Aquiles e, para destacar o papel que o esporte tem na sua vida, lembrou-se dos seus mestres do judô, Matsuo, David Engel e Elton Fiebig e, no jiu-jitsu, Paulão Rezende. “Hoje pratico judô com o sensei Matsuo e com o sensei Elton Fiebig, campeão mundial de judô e, jiu-jitsu, com o Paulão Rezende”, frisa.

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Amor pelo que faz

Aluisio Ruellas já realizou quase três mil cirurgias em nível hospitalar, entre traumas, cirurgias ortognáticas e pacientes especiais. Pela dedicação aos trabalhos prestados à comunidade foi reconhecido com o título de cidadão honorário do município de Poços de Caldas.

Em 2000, o dentista começou a trabalhar na Santa Casa de Misericórdia do município mineiro, onde está até hoje. No seu currículo, especialização em cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial e em farmacologia aplicada à clínica na Universidade Federal de Alfenas (Unifal). No Rio de Janeiro, fez o curso de cirurgia ortognática com o Dr. Paulo Medeiros. Na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mestrado em Engenharia Biomédica. É instrutor da American Safety and Health Institute na parte de trauma e atendimento de urgência e emergência. Sua vontade de aprender não parou, atualmente faz Mestrado de Excelência em Implantodontia, com o professor Joly, em Campinas, na Faculdade São Leopoldo Mandic.

“Amo de coração o que faço”, garante. Para ele, a implantodontia é uma realidade quanto à melhoria da qualidade de vida e reabilitação. De acordo com Ruellas, “a implantodontia bem executada, observando os princípios éticos e técnicos, é um marco na ciência da saúde, promovendo a melhoria física, funcional e psicológica dos pacientes”.

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